Carnaval e presidência

Carnaval e presidência

No carnaval podemos brincar, rir, pular, extravasar.  Cada um exerce o seu direito com liberdade, sabendo que o respeito ao próximo deve ocorrer. No carnaval a crítica política está presente. Alguém pode, e este é um direito, questionar o ato do outro. Uma vista grossa convém. Se você não gosta de determinado ato, não adianta querer gostar. Quem vai pra rua brincar exercerá a sua liberdade conforme as suas normas e valores.

Ser presidente da República não é brincadeira. Você não pode brincar. Existe, inclusive, horário para rir. Não é desejável, por exemplo, que você ria da desgraça alheia, discrimine o outro, vista roupas não adequadas na recepção de representantes do poder. Na presidência da República, os atos não podem extravasar. Ser presidente não é atividade para principiantes.

No carnaval, você pode criticar a reforma da Previdência. Mas no exercício da presidência, você deve defendê-la ferozmente. Pois o Brasil precisa imediatamente dela. No carnaval, você pode questionar agremiações partidárias e políticos. Mas quando se é presidente, não é cabível defender uma Lava Jato para a educação em razão de que seu principal opositor, quando estava no poder, realizou diversos programas de inclusão educacional e de expansão das universidades federais. No carnaval, programas educacionais não são necessários. Mas quando você exerce a presidência, o desenvolvimento de políticas educacionais é prioridade.

No carnaval, foliões postam fotos variadas nas redes sociais. Revelam que a música emociona. No exercício da presidência, recomendo que o presidente divulgue nas redes sociais as realizações do seu governo, a interação familiar, a capacidade de trabalho e a busca por soluções para os problemas do país. Nas redes sociais, os foliões divulgam amor, paz e alegria. O presidente da República é um líder, deve incentivar a paz, o diálogo e a harmonia.

O último carnaval serve de alerta ao presidente Bolsonaro. Recente pesquisa CNT/MDA mostrou que 57,5% dos brasileiros aprovam o presidente Bolsonaro. Em 2011, 70,2% aprovavam Dilma. E em 2003, 83,6% aprovavam Lula. A CNT/MDA/Sensus revelou que 38,9% aprovam o governo Bolsonaro. Em 2011, o governo Dilma era aprovado por 49,2%. E em 2003, o governo Lula, era aprovado por 56,6%. Portanto, os porcentuais apresentados devem orientar a estratégia do governo Bolsonaro e o seu próximo carnaval.

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publicado 11/03/2019 - 08h56